Ofertas e preços em várias moedas
Como um mesmo produto passou a ter várias ofertas, cada uma com um preço por país, sem o produtor precisar duplicar nada.
- Cliente
- Eduzz
- Ano
- 2024
- Papel
- Product Designer
- Duração
- 2 semanas

O contexto
A Eduzz é uma plataforma de produtos digitais: cursos, mentorias, assinaturas, ebooks. Quem vende ali, o produtor, cadastra o produto, define o preço e recebe um link de checkout para divulgar. Num ecossistema com mais de 2 milhões de produtores, qualquer atrito nesse fluxo vira volume de suporte, venda perdida ou gambiarra.
E havia gambiarra.
A dor
O modelo original tratava produto e preço como uma coisa só: um produto, um valor, um checkout. Funciona até o dia em que o produtor quer fazer o que todo mundo que vende faz:
- uma oferta especial para um grupo (lista VIP, lançamento, turma antiga), sem mexer no preço de vitrine;
- vender para fora do Brasil cobrando em dólar ou euro, com um valor pensado para aquele mercado, não uma conversão automática do real.
Sem isso, o caminho era duplicar o produto inteiro para cada variação. Relatórios se espalhavam, a área de membros duplicava, e o produtor perdia a visão de quanto aquele curso realmente vendia.
O problema não era “falta um campo de moeda”. Era que o modelo mental do sistema não batia com o de quem vende.
O estudo
Antes de desenhar tela, o trabalho foi separar os conceitos que estavam colados:
- Produto é o que se entrega.
- Oferta é uma condição comercial daquele produto: nome, público, preço.
- Moeda é uma dimensão da oferta: cada oferta pode ter um valor por moeda e, portanto, um link de checkout por moeda.
Com isso desenhado, o fluxo principal ficou linear, com uma única bifurcação, na hora de escolher as moedas:

A arquitetura de informação acompanhou esse modelo: as ofertas passaram a viver dentro do produto, numa aba de preços, e não como produtos soltos no catálogo. Depois veio o teste de usabilidade com o protótipo para validar os pontos em que o produtor poderia se perder: onde encontrar a oferta criada, qual link mandar para qual público, o que acontece com a oferta base.
A solução
Na página do produto, uma tabela mostra todas as ofertas: nome, valor, quantas moedas cada uma aceita e o link de checkout. A oferta original fica marcada como oferta base, para ninguém confundir a vitrine com a promoção.

Criar uma oferta pede o mínimo: nome, descrição opcional e o preço em reais. Logo abaixo, uma frase direta (“Cadastre valores diferenciados para moedas internacionais”) e um botão para escolher as moedas.


Por fim, o que o produtor realmente precisa no dia a dia: o link certo para o público certo. Cada oferta abre um painel com o checkout de cada moeda, pronto para copiar.

O que mudou
O produtor passou a controlar a estratégia de preço sem duplicar produto: promoção para um grupo, preço regional para outro país, tudo no mesmo lugar e com os números consolidados. Para a plataforma, abriu a porta para vender em outros mercados sem depender de conversão automática.
O que eu levo desse projeto
A decisão de maior impacto não apareceu em nenhuma tela: foi separar produto, oferta e moeda. Com o modelo certo, a interface quase se desenha sozinha. Com o modelo errado, nenhuma interface salva.
